Liberdade na Era Tecnológica
Estaremos nós a entrar numa era sem limites, que nos afectará a todos de forma camuflada? Ou, pelo contrário, nos beneficiará no nosso dia-a-dia e ajudar-nos-à a libertar o stress sob a forma da escrita?
Com a Revolução Industrial a vida da humanidade já não era a mesma. As pessoas sentiam, na altura, que a mesma veio para as ajudar nas tarefas do quotidiano laboral e, sentiam-se satisfeitas. Havia necessidade de evoluir categoricamente a este nível. Porém, mais tarde, veio a descobrir-se que não foi assim tão boa esta revolução, já que, em muitos casos, substituía a máquina pelo Homem, ficando este sem trabalho.
Passados alguns anos, a Revolução Tecnológica também vinha e veio para ficar.
A Internet veio modificar a nossa vida profissional e pessoal. Mas será que positivamente? Para muitos é natural que sim, para outros, nem por isso. É certo que facilita, auxilia e proporciona melhores condições para executarmos o nosso trabalho com mais eficiência; o acesso à informação é fácil e rápido, entrando pelas nossas casas a tempo real; a aquisição de conhecimento é cada vez maior, basta estarmos a abertos a isso, enfim, há uma série de vantagens neste novo meio de comunicação. Porém, mas, no entanto…são expressões que se colocam quando se fala neste tema. A liberdade que este ‘serviço’ oferece é ilimitada, com poucas possibilidades de sanções, já que é difícil ou quase impossível detectar o/os autor /es de temas, imagens ‘postados’ numa página web.
O caso Tap, por exemplo, dos pilotos que discutiam assuntos internos num espaço social – Facebook – criticando inclusive, o próprio patrão, e que foram alvo de um processo disciplinar pela organização, levará a uma introspecção colectiva por parte dos utilizadores deste tipo de espaço? OU, levará a uma revolta dos mesmos, por considerarem discriminatório e ditador?
É um assunto, sem dúvida, complexo e contraditório. Ao mesmo tempo que facilita também prejudica em inúmeros aspectos. Ao mesmo tempo que as pessoas expõem as suas vidas privadas em Hi5′s, Facebook’s ou noutros espaços sociais, também existem aquelas que não o pretendem fazer mas que acabam por ser alvo do mesmo esquema, ou por parte de amigos ou conhecidos, ou mesmo completos desconhecidos. Não há regras nem leis que nos impeçam de escrever sobre o que quer que seja. Claro que em casos extremos a Justiça acaba por actuar, mas, muitas vezes sem meios para classificar os crimes. O que é certo é que os órgãos do Poder deveriam criar um sistema de sensibilização, uma espécie de “ética internética” que levasse os cibernautas a distinguirem o bem do mal e classificasse os limites da escrita e das imagens.
O que é certo é que até agora isso não foi feito e, por tal facto, “ainda” (ou será assim para sempre) é possível discutirmos os mais variados assuntos nas mais variadas páginas de Internet. Prova disso é este blog que, “ainda” não censura nem discrimina a opinião de cada um.
Comentem à vontade. Eu aceito TODAS as ideias e opiniões.


